By Cristina Rodrigues | 11/04/2022
2009 O ano do meu Burnout!
Em Janeiro de 2009 fui contratada por uma empresa de contabilidade de uma localidade perto de onde moro e apesar de ter só o 12º ano no curso Técnico Profissional de Contabilidade, os serviços que iria executar não era preciso ser TOC.
As coisas começaram mais ou menos bem, no primeiro mês, o mês de experiência, notei que um dos patrões era assim meio antipático, mas pensei que fosse por não nos conhecermos bem e que isso iria passar, mas rapidamente a situação escalou para algo mais sério que me levou a ter um Burnout 9 meses depois.
Logo comecei a reparar que ele era assim com todos quer fossem empregadas, fornecedores ou clientes e comigo então passou a ser todo o santo dia, acho que bastava eu falar que ele saltava-lhe a tampa automaticamente.
Acontece que as coisas começaram a ficar de tal forma que eu comecei a responder-lhe e a falar-lhe no mesmo tom que ele me falava e tratava, eu tinha chegado ao meu limite em que não ia permitir que ele simplesmente me tratasse da forma como tratava todos os dias.
A escalada...
Isso tinha começado entretanto a ser extremamente desgastante, quer a nível mental, quer emocional e até fisicamente, visto que era penoso todos os dias ir trabalhar para um local onde era desrespeitada todos os dias, em que tanto acabava por ir para o wc chorar e quando vinha no caminho para casa as lágrimas escorriam-me pelo rosto até chegar a casa.
Permiti isto durante 5 meses, porque para mim na altura era algo mais para o meu currículo e também mais experiência numa área que era a que eu queria trabalhar e adorava.
Mas, tudo tem limites e o meu chegou no dia 1 de junho, nesse dia eu tinha uma consulta de manhã e no mesmo dia a minha colega, que estava grávida, tinha também de manhã as aulas de preparação de parto, então para não faltarmos as 2, eu mudei a minha consulta, mas claro continuou a ser num horário em que eu teria de faltar ao trabalho e o senhor não gostou lógico.
Voltamos a discutir, porque nesse momento eu já discutia com ele, e o que fiz foi, à hora de almoço peguei em mim e vim para casa, nem avisei que não ia à tarde.
A escapada...
À tarde e fui à minha médica pedir baixa, eu estava completamente de rastos.
Eu não aguentava mais e como o contrato era só de 9 meses eu escolhi a minha saúde, mas já ia tarde porque o mal já estava feito, ao fim de 3 meses tive o meu Burnout que levei 2 anos a curar, mas não se esquece coisas destas.
📌 O facto de sermos patrões não nos dá o direito de faltarmos ao respeito aos nossos empregados, aos nossos colaboradores nem aos nossos clientes, a ninguém mesmo e ponto final.
Resultado disto, foi que decidi não trabalhar mais por conta de outrem, abri o meu negócio em 2010 até 2016 e consegui me recompor.
Claro que já voltei ao mercado de trabalho, mas meio como “patroa” numa Associação onde eu fazia parte da direção o que tornava a situação diferente, o ambiente de trabalho era como uma família e a colega de trabalho apesar de sermos um pouco diferentes sempre nos demos bem.
📌 Hoje trabalho para mim, nos meus termos, nas minhas condições e não sou maltratada por ninguém, bem às vezes ralho comigo própria.
E contigo, já te aconteceu algo assim? Conta aí nos comentários.
A Tua AV Cristina Rodrigues
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